"Em geral, nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde. Com ela, tudo se transforma em fonte de prazer." (Arthur Schopenhauer)
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Médico quebra mitos sobre a saúde
«Laranja é boa a qualquer hora do dia, café previne demências e
doenças do fígado e é inútil beber dois litros de água por dia. Apenas algumas
das falsas crenças sobre o que faz bem e faz mal arrasadas pela investigação
científica. Saiba mais.
Uma das vertentes do Programa Harvard Medical School-Portugal, que resulta de uma parceria entre a Universidade norte-americana e escolas de Medicina e laboratórios portugueses, é a divulgação de informação na área da saúde relevante e validada cientificamente. O médico Vaz Carneiro expõe a verdade por detrás dos mitos.
Exercício sem dieta não emagrece
Fazer exercício físico sem um programa alimentar hipocalórico tem um "efeito negligenciável" em termos de perda de peso, garante o diretor do Programa Harvard Medical School-Portugal. Em estudos com adultos obesos que analisaram o efeito do exercício regular intenso e moderado verificou-se uma perda de peso muito discreta (entre 0,6 e 4,8 quilogramas aos 8 meses). No entanto, a composição do corpo melhorou, com diminuição do perímetro abdominal e das ancas. Ou seja, o exercício físico tem vários efeitos muito benéficos, como melhorar a silhueta, substituindo a gordura por massa muscular, e prevenir doenças cardiovasculares. Mas, para emagrecer, é preciso que seja acompanhado de uma dieta hipocalórica.
Não usamos apenas 10% das nossas funções cerebrais
Não se sabe a origem desta ideia nem como se chegou a tal percentagem, mas disseminou-se a ponto de assumir o estatuto de factoide científico, apesar de totalmente falha de sustentação. Se efetivamente só usássemos 10% do nosso encéfalo, o que estariam os outros 90% a fazer? As funções cerebrais são atividades complexas que implicam várias áreas e diversas estruturas. A memória, por exemplo, não reside num determinado ponto. As mais modernas técnicas de imagiologia demonstram que todo o cérebro está permanentemente em atividade, embora certas áreas possam estar mais ativadas em função da atividade que está a ser processada.
Comer laranja faz bem a qualquer hora do dia
É um daqueles mitos veiculados por um provérbio: "De manhã é oiro, à tarde prata e à noite mata". A crença de que o efeito da laranja pode variar de acordo com a hora em que é ingerida não tem qualquer fundamento científico. O médico António Vaz Carneiro garante que a laranja faz bem a qualquer hora, a não ser que haja algum tipo de intolerância e, nesse caso, prejudica a qualquer hora.
Tomar banho após refeição não provoca afogamento
Quem não se lembra de ter de esperar três horas, sob o sol inclemente da praia, para poder ir tomar banho? Tudo por causa do medo da congestão e afogamento. Afinal, não há uma associação entre estar a fazer a digestão e risco aumentado de afogamento. "Não parece haver qualquer problema entre comer e ir para a água", explica Vaz Carneiro. Os casos de afogamento podem explicar-se por diversos fatores - como não não se saber nadar, a ação de certos medicamentos, hipotermia devido à água muito fria e grandes diferenças entre a temperatura exterior e da água.
Beber dois litros de água por dia é inútil
Esta popular recomendação é acompanhada de justificações do género "temos de fazer funcionar os rins" e "limpar o nosso organismo". A verdade, porém, é que a água é uma daquelas substâncias que são estritamente reguladas pelo organismo: só se aproveita a que se necessita. Portanto, a água ingerida deve ser a suficiente para matar a sede. Mais: não só é inútil como pode ser perigoso, porque obriga os rins a trabalhar em excesso.
Café previne diabetes, demências e doenças do fígado
A má reputação de que o café goza, mesmo entre os profissionais, é uma injustiça que Vaz Carneiro está apostado em combater. Sendo uma das bebidas mais consumidas em todo o Mundo, foi objeto de 37 mil estudos, nas últimos 30 anos. As conclusões podem surpreender. Diz o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa que os resultados "sugerem um efeito protetor do café na incidência da diabetes mellitus tipo 2, demência (Alzheimer ou não), doenças hepáticas (cirros e carcinoma hepatocelular) e doença de Parkinson". Mais: não existem provas que liguem o café ao cancro ou a um aumento do risco cardiovascular. Isto é válido para a população em geral e significa que os efeitos positivos aumentam proporcionalmente à quantidade ingerida, garante. Quem tiver sensibilidade aos componentes do café e ficar demasiado excitado com esta bebida, deve evitar.
Grávidas devem vacinar-se contra a gripe
É exatamente o contrário do que se diz. As grávidas devem vacinar-se porque quando infetadas pelo vírus da influenza (gripe) apresentam maior risco de complicações para a sua saúde e dos fetos. Sendo um grupo de risco, a vacina afigura-se como uma prática recomendável, assegura Vaz Carneiro, exceto em caso de alergia ou condição específica.
Suplementos vitamínicos anti-oxidantes não evitam cancro
A ingestão de suplementos antioxidantes não tem efeitos benéficos. "Se fizer uma dieta equilibrada não necessita destes suplementos vitamínicos que, no mínimo, são inúteis e, no máximo, prejudiciais", considera Vaz Carneiro. O reforço vitamínico para prevenção de certas doenças também é um mito que a investigação não apoia. A vitamina A não apresenta quaisquer benefícios na prevenção do cancro do cólon, do cancro da mama e no cancro em geral, apresentando mesmo um risco mais elevado de cancro do pulmão. Quanto à C, não existe evidência que previna o cancro ou doença cardiovascular. E a vitamina D é ineficiente a prevenir o cancro, a patologia cardíaca e a demência. Em resumo: é um mito sem sustentação, alimentado pela fácil disponibilização destes produtos, e que pode constituir um perigo para a saúde pública.»
in JN online, 02-5-2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Caminhar pode ajudar a tratar a depressão
«Uma atividade física simples, como um pequeno passeio a pé, pode ter efeitos importantes no tratamento da depressão, segundo afirmam investigadores da Escócia.
A depressão é uma doença que afeta cada vez mais pessoas por todo o mundo. Em
estudos anteriores, o benefício da atividade física regular já tinha sido
provado. No entanto, os efeitos da caminhada - atividade menos vigorosa em
termos físicos - não eram ainda claros.
Um estudo publicado no jornal Mental Health and Physical Activity comprovou que caminhar tem um grande efeito sobre a depressão.
Os investigadores da Universidade de Stirling procuraram em 11 bases de dados por ensaios clínicos que referissem o caminhar como intervenção terapéutica para a depressão. A procura incidiu sobre o conteúdo desde a criação da base de dados até janeiro de 2012.
Dos mais de 14 mil artigos recuperados, oito preencheram os critérios de inclusão. Os estudos mostravam que andar a pé tem um efeito estatisticamente significativo no tratamento da depressão.
A caminhada é um tratamento promissor com poucas (se alguma), contra-indicações. No entanto, estão a ser desenvolvidas novas investigações para estabelecer a frequência, intensidade, duração e tipo de intervenções eficazes.
Uma em cada dez pessoas pode sofrer de depressão em alguma altura da vida. O tratamento é feito, essencialmente, com medicamentos. Contudo, os médicos aconselham o exercício físico no tratamento de sintomas leves.
Em declarações à BBC, o professor Adrian Taylor, que estuda os efeitos do exercício na depressão, toxicodependência e stress na Universidade de Exeter, explicou que "a beleza da caminhada é que toda a gente o faz".
A forma como o exercício beneficia estas condições depressivas não é ainda clara. Existem teorias que apontam o desporto como uma distração das preocupações, dando uma sensação de controlo e libertando hormonas "bem-dispostas".»
in JN online, 16-4-2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Cancro do intestino mata 11 portugueses por dia
«A comparticipação financeira da sedação nos hospitais para a realização das
colonoscopias sem incómodo físico poderia aumentar este exame, o ideal no
rastreio do cancro do intestino, que mata 11 portugueses por dia.
O cancro dos intestinos tem vindo a evoluir negativamente, já que todos os
anos surgem sete mil novos casos.
Vítor Neves, presidente da Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino (Europacolon), defende a comparticipação financeira da sedação das colonoscopias nos hospitais públicos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e também nos privados através das seguradoras.
O especialista adiantou à agência Lusa que "é fundamental" a realização de um rastreio nacional a esta doença e que todas as pessoas após os 50 anos deveriam ser chamadas a realizar exame através dos centros de saúde.
Vítor Neves compreende os constrangimentos económicos para a realização do exame ideal - a colonoscopia -, mas defende, em sua alternativa, o exame à presença de sangue oculto nas fezes que é um sinal de problemas.
Este responsável reconhece que, em virtude da falta de sensibilização e esclarecimento, a população receia a colonoscopia, que consiste na introdução de um tubo maleável através do intestino, através do qual o mesmo é observado em tempo real. O incómodo do exame é a principal justificação para as pessoas não o realizarem mais vezes.
A realização do rastreio permitia a identificação atempada deste cancro que todos os dias faz 11 mortos em Portugal.
No âmbito do Mês Europeu do Cancro Colo-Rectal, que se celebra em março, o presidente do Europacolon alerta: "Ao falhar no rastreio nacional, estamos a falhar na prevenção da doença. É obrigatória a sua implementação imediata e o rastreio a toda a população de risco, entre os 50 e 75 anos".»
in JN online, 29-02-2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Um doente em cada quatro não trata a dor por falta de dinheiro
«Um em cada quatro portugueses com dor crónica não segue o tratamento prescrito pelos médicos por falta de dinheiro, indica um estudo da revista "Deco Proteste".
Segundo o estudo, publicado na última edição da revista "Deco Proteste", os doentes queixam-se da rápida perda de eficácia dos fármacos prescritos, sublinhando o custo elevado do tratamento, que ronda os 77 euros/mês, a que se junta muitas vezes a despesa com o transporte até à unidade de saúde ou hospital e o preço das consultas privadas.
De acordo com os dados recolhidos, os custos apurados para o Estado e para as empresas são "de grande dimensão" uma vez que a dor mal controlada é a causa de cerca de 11 milhões de faltas ao trabalho todos os anos.
Os dados indicam que, no último ano, 28% dos portugueses faltaram ao trabalho nove dias em média por sentirem dores.
Os problemas nas costas e no pescoço são responsáveis pelo sofrimento da maioria das pessoas que responderam ao inquérito. Cerca de metade dos inquiridos revelou dores de cabeça e enxaquecas e quatro em cada 10 dores nos músculos e nas articulações.
Além de Portugal, o estudo foi feito ao mesmo tempo noutros quatro países - Bélgica, Brasil, Espanha e Itália - por organizações de consumidores e em todos as dores musculoesqueléticas lideram o 'ranking'.
De acordo com o estudo, a dor crónica (de forma continua ou persistente por mais de três meses) afecta 27% dos portugueses e um em cada três não tem acompanhamento médico.
A amostra do estudo da "Deco Proteste", que decorreu entre Janeiro de Março de 2011, abrangeu 2370 portugueses que responderam ao inquérito, cujos dados foram depois tratados "para assegurar a representatividade por idade, sexo, região e nível de educação", referem os responsáveis pelo trabalho.»
Texto in JN online, 28-11-2011
Imagem in Google
Subscrever:
Mensagens (Atom)


