"Em geral, nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde. Com ela, tudo se transforma em fonte de prazer." (Arthur Schopenhauer)
sábado, 31 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Um doente em cada quatro não trata a dor por falta de dinheiro
«Um em cada quatro portugueses com dor crónica não segue o tratamento prescrito pelos médicos por falta de dinheiro, indica um estudo da revista "Deco Proteste".
Segundo o estudo, publicado na última edição da revista "Deco Proteste", os doentes queixam-se da rápida perda de eficácia dos fármacos prescritos, sublinhando o custo elevado do tratamento, que ronda os 77 euros/mês, a que se junta muitas vezes a despesa com o transporte até à unidade de saúde ou hospital e o preço das consultas privadas.
De acordo com os dados recolhidos, os custos apurados para o Estado e para as empresas são "de grande dimensão" uma vez que a dor mal controlada é a causa de cerca de 11 milhões de faltas ao trabalho todos os anos.
Os dados indicam que, no último ano, 28% dos portugueses faltaram ao trabalho nove dias em média por sentirem dores.
Os problemas nas costas e no pescoço são responsáveis pelo sofrimento da maioria das pessoas que responderam ao inquérito. Cerca de metade dos inquiridos revelou dores de cabeça e enxaquecas e quatro em cada 10 dores nos músculos e nas articulações.
Além de Portugal, o estudo foi feito ao mesmo tempo noutros quatro países - Bélgica, Brasil, Espanha e Itália - por organizações de consumidores e em todos as dores musculoesqueléticas lideram o 'ranking'.
De acordo com o estudo, a dor crónica (de forma continua ou persistente por mais de três meses) afecta 27% dos portugueses e um em cada três não tem acompanhamento médico.
A amostra do estudo da "Deco Proteste", que decorreu entre Janeiro de Março de 2011, abrangeu 2370 portugueses que responderam ao inquérito, cujos dados foram depois tratados "para assegurar a representatividade por idade, sexo, região e nível de educação", referem os responsáveis pelo trabalho.»
Texto in JN online, 28-11-2011
Imagem in Google
sábado, 26 de novembro de 2011
1,9 milhões inscritos a mais no Serviço Nacional de Saúde tiram médico de família a quem precisa
«Sabe-se que o número de inscrições no Serviço Nacional de Saúde é maior do que a população nacional, mas não foi encontrada ainda forma de retirar da lista os cerca de 1,9 milhões de nomes a mais. Luís Cunha Ribeiro, presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, sugeriu este sábado, no Porto, que se procure uma solução através do número de contribuinte.
"A Comissão Nacional de Protecção de Dados tem impedido que se cruzem alguns dados, mas não queremos violar a privacidade ou os direitos de ninguém, só queremos saber quantos somos. É assim tão difícil?", disse esta manhã Luís Cunha Ribeiro, no seminário "Uma nova política de Saúde? Que actores?", que decorre durante todo o dia na Universidade Católica do Porto.
O médico, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (que já foi presidente do INEM e director clínico do Hospital de S. João), deu como exemplo esta discrepância, que faz com que milhares de portugueses não tenham acesso a médico de família, para demonstrar que o desafio agora é gerir informação e não adquirir mais.
"Há 12,4 milhões de inscritos nos centros de saúde e muitos destes devem estar inscritos em mais do que um médico de família", afirmou.
"Nos últimos 12 anos, gastaram-se 600 milhões de euros em sistemas de informação. E com 600 milhões de euros gastos, conseguimos não saber quantos somos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), algo tão simples quanto isso", declarou Cunha Ribeiro. Segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde, há 12 444 655 inscritos nos centros de saúde portugueses, embora a população nacional seja de cerca de 10,5 milhões de pessoas. Em Setembro, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse, na Assembleia da República, que há mais de um milhão e 700 mil portugueses sem médico de família, a maioria deles na região da Grande Lisboa.
"Já coleccionamos informação que chegue, temos é que gerir essa informação", sublinhou o médico. Em declarações ao JN, sugeriu que se cruze apenas a identificação fiscal com o registo no SNS. "Há uma informação infalível, que é o número de contribuinte, que só se pode ter um e sabemos que toda a gente tem", referiu. Só na área da sua tutela, na Grande Lisboa, há 4,2 milhões de pessoas inscritas nos centros de saúde quando a população total é de 3,6 milhões.
Isto acontece, explicou, porque há utentes que se inscrevem em dois ou mais centros de saúde. "Às vezes, as pessoas vão de férias, precisam de medicamentos e inscrevem-se noutro centro de saúde", disse Luís Cunha Ribeiro. O seminário prossegue até às 18.30 horas, no pólo da Asprela da Universidade Católica do Porto, e conta, esta tarde, com a participação do presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Jorge Simões e com dois ex-ministro da Saúde, António Correia de Campos e Luís Filipe Pereira.»
in JN online, 26-11-2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Álcool aumenta risco de cancro da mama, diz estudo publicado no 'Journal of the American Medical Association'
«O consumo de três a seis copos de vinho por semana aumenta em 15% o risco de cancro da mama, segundo um estudo cujos resultados são, esta terça-feira, divulgados no "Journal of the American Medical Association".
As mulheres que bebem mais, por exemplo, de uma média de dois copos de vinho por dia, vêem esse risco aumentar para 51%, em relação àquelas que nunca ingerem álcool.
Os investigadores constataram igualmente que consumir álcool entre os 18 e os 40 anos aumenta o risco de cancro mamário. O risco persistirá mesmo que as mulheres reduzam o consumo de bebidas alcoólicas após os 40 anos.
Os casos de embriaguez, mesmo que sejam pouco frequentes, aumentam ainda mais o risco de cancro da mama, já tendo em conta a existência de um consumo regular de álcool.
Esta investigação foi realizada com 105.986 participantes que foram acompanhadas entre 1980 e 2008, precisam os autores do estudo publicado no JAMA com data de 2 de Novembro.
O objectivo inicial da pesquisa era medir o risco de desenvolvimento de um cancro da mama com metástases.
Durante o período do estudo, 7690 casos desse tipo de cancro foram diagnosticados entre os participantes.
Apesar de o mecanismo exacto desta correlação entre o consumo de álcool e o cancro da mama permanecer desconhecido, uma explicação possível poderá ser que se trata dos efeitos do álcool sobre o nível de estrogénio que circulam no sangue, salientam os autores do estudo.»
Texto in JN online, 02-11-2011
Imagem in Google
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Herpes Zoster, "Cobreiro"
O que é?
O herpes zoster, popularmente conhecido como "cobreiro", é uma doença viral causada pelo Varicella-zoster virus, o mesmo vírus causador da varicela (catapora).
Após a varicela, algumas pessoas não desenvolvem imunidade total ao vírus, que permanece latente em gânglios próximos à coluna vertebral. Quando encontra condições de se desenvolver, o vírus reativa-se e chega à pele através dos nervos correspondentes ao gânglio.
Acomete homens e mulheres, sendo mais frequente na idade adulta e nos idosos. O surgimento do herpes zoster pode ser um indicativo de uma baixa da imunidade que pode ser decorrente de outras doenças ou devido ao estresse.
Manifestações clínicas
O herpes zoster é uma doença auto-limitada, tendo um ciclo evolutivo de cerca de 15 dias. Antes do surgimento das lesões na pele, ocorrem no local sintomas dolorosos ou parestésicos (formigamento, pontadas, "pele sensível" ou queimação) devido à inflamação do nervo.
No decorrer da doença os sintomas dolorosos podem se agravar tornando-se muitas vezes insuportáveis, principalmente quando atinge pessoas mais idosas. A dor melhora gradativamente mas, nas pessoas idosas, pode permanecer por meses ou anos após o final do quadro cutâneo, caracterizando a neuralgia pós-herpética.
As manifestações cutâneas iniciam-se por vesículas que podem confluir formando bolhas contendo líquido transparente ou ligeiramente amarelado, seguindo o trajeto de um nervo. Em alguns dias, as lesões secam e formam crostas que serão liberadas gradativamente deixando discretas manchas no local que tendem a desaparecer. As manifestações limitam-se a um lado do corpo, por onde passa o nervo atingido, sendo muito raro o acometimento bilateral.
Os nervos atingidos com maior frequência são os intercostais (entre as costelas), provocando manifestações no tronco, mas outros nervos podem ser afetados. Quando acomete os nervos cranianos, podem ocorrer sintomas referentes à eles, como úlceras da córnea, vertigem ou surdez.
Tratamento
O tratamento deve ser iniciado assim que se iniciarem os sintomas, visando evitar o dano irreparável ao nervo atingido que resultará na neuralgia pós-herpética. As lesões da pele tem involução espontânea mas medidas para evitar a infecção secundária devem ser tomadas.
Os medicamentos utilizados no tratamento do herpes zoster evoluíram muito, tornando-se mais eficazes, e devem ser indicados por um médico dermatologista de acordo com cada caso.
por Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista
in http://www.dermatologia.net/
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Cardo tem potencial para tratar dois tipos de cancro fatal
O cardo, planta usada, por exemplo, no queijo da serra, tem potenciais propriedades anti-tumorais que poderão prevenir e tratar dois tipos de cancro, um da mama e outro do fígado, pouco frequentes mas fatais, defendem cientistas.
- Cardo marinho -
Este é um dos resultados de uma linha de investigação sobre o potencial anti-tumoral dos extractos do cardo seguida por cientistas do Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Baixo Alentejo e Litoral (CEBAL), situado em Beja.
A equipa, liderada por Fátima Duarte, estuda desde 2008 o potencial do cardo para prevenir e tratar doenças, nomeadamente os dois tipos de cancro.
Estudos e a medicina popular, através do uso do cardo em mezinhas, como infusões para tratar problemas digestivos, indicavam que a planta "poderia ter compostos muito interessantes" a nível fitoterapêutico (uso de compostos naturais para prevenir e tratar doenças), explicou à Lusa Fátima Duarte.
Os cientistas dividiram o cardo em partes para obter extractos naturais de cada uma e têm percebido que o extracto da folha "parece ser o mais activo ou o que tem mais potencialidade fitoterapêutica".
"Neste momento não posso dizer que o extracto da folha consegue ser um tratamento eficaz", mas, através de ensaios 'in vitro', com recurso a um modelo de um tipo de cancro da mama, o fenótipo triplo-negativo, o trabalho tem mostrado que "conseguimos bloquear o crescimento das células tumorais" quando são incubadas com o extracto da folha do cardo, disse.
Aquele tipo de cancro da mama é pouco frequente, mas quase 100% dos casos são fatais, já que as terapias existentes são "pouco eficientes", disse a especialista, referindo que a equipa está também a trabalhar com um modelo de um tipo de cancro do fígado, o hepatocarcinoma humano, também fatal.
A responsável explicou que o extracto da folha do cardo parece ser mais eficaz no tipo de cancro da mama do que no do fígado, mas neste "também tem actividade e os resultados também são muito promissores".
"Se calhar estamos a lidar com um composto ou vários compostos que têm propriedades anti-tumorais, mais do que propriedades anti-tumorais específicas do cancro da mama", admitiu, frisando que as respostas podem ser esclarecidas com ensaios 'in vivo' em ratinhos.
O extracto da folha "consegue bloquear e reduzir muito significativamente a proliferação das células tumorais", mas, antes de avançar para eventuais ensaios "in vivo", a equipa tem que percorrer vários passos.
A equipa está a iniciar a identificação e a caracterização química dos compostos do extracto da folha do cardo, para saber qual é o composto ou quais são os compostos com potencial anti-tumoral, disse, frisando que talvez "não se trata de um composto, mas de uma sinergia entre compostos".
Por outro lado, a equipa vai tentar perceber se o extracto "consegue influenciar a mobilidade das células tumorais", porque um tumor tem o "poder" de desenvolver metástases.
A evolução da investigação, financiada por fundos comunitários, vai depender de financiamento, mas, se continuar ao ritmo actual, dentro de quatro a cinco anos a equipa deverá ter informação suficiente para avançar com os ensaios 'in vivo' ou já terá desistido, se tiver percebido que o extracto não tem actividade que justifique tais ensaios, estimou.
in JN online, 03-10-2011
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