"Em geral, nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde. Com ela, tudo se transforma em fonte de prazer." (Arthur Schopenhauer)
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Centros de saúde têm de atender no próprio dia doentes urgentes
«Os centros de saúde vão ter de atender no próprio dia todos os doentes urgentes que peçam uma consulta. Estas unidades vão ter de acabar com os limites de vagas, uma das razões que levava muitos utentes a ir para os centros de saúde horas antes de abrirem - e até de madrugada - para conseguirem ser atendidos. Os médicos duvidam da medida, porque há falta de recursos humanos, e acreditam que tudo vai ficar na mesma, mas quem não cumprir arrisca multas até 45 mil euros.
As medidas têm de ser cumpridas imediatamente e surgem numa deliberação da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), na sequência de um inquérito nos cuidados primários. Nele foi detetada desigualdade, incumprimento da legislação, utentes à porta na maioria das unidades e mecanismos que contornam o cumprimento dos tempos de espera.»
Fonte: Diário de Notícias online, 20 de junho de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Oito maus hábitos responsáveis pela dor de costas
É uma das dores mais desconfortáveis que podemos algum dia sentir – ainda que, dor é dor, não é algo, por natureza, agradável. O agregador O Meu Bem Estar elaborou um artigo sobre oito maus hábitos que podem ser responsáveis pela nossa dor de costas.
Muitos deles estão relacionados com o sedentarismo ou má alimentação, por isso tenha em conta que a agricultura orgânica e a prática de exercício físico podem, indirectamente, melhorar – também aqui – a sua vida.
Fique com as oito dicas.
1. Dormir num colchão velho
Um bom colchão tem uma durabilidade de oito a 10 anos. Se não substitui o seu há mais de 10 anos há uma possibilidade da sua coluna não ter o suporte de que necessita. Substitua o colchão antigo por um que não seja nem demasiado duro, nem demasiado mole. A curvatura das suas costas não afundará e não terá o suporte suficiente.
2. Carregar uma grande mala
Se gosta de levar consigo toda a sua casa, as suas costas não agradecerão. Levar uma mala pesada, suportada apenas num ombro, tornará o corpo e a coluna pouco estáveis e desequilibrados.
3. Calçar sapatos altos ou rasos
Os saltos demasiado altos forçam-na a arquear as costas, colocando pressão nas articulações. Os saltos rasos também podem ser maus, dependendo do tipo de pé. As sandálias sem suporte atrás causam mazelas, fazendo com que os pés balancem para um lado e para o outro, distribuindo de forma desigual o peso do corpo. Todas as pessoas têm uma altura de salto ideal. Descubra o seu.
4. Guardar ódio
Investigadores de uma universidade descobriram que as pessoas que praticam o perdão, têm menos sentimentos de ressentimento, depressão, raiva e menos dores. As suas emoções, tensão muscular e pensamentos podem influenciar directamente a força dos sinais de dor. O rancor não é apenas mau fisicamente, como emocionalmente também não faz muito por si.
5. Passar o dia sentado
Más notícias para todo o tipo de trabalho de secretária: é mau para a sua saúde. Ficar sentado durante o dia todo pode-lhe saber bem, mas a maioria das pessoas não tem uma postura apropriada em frente ao computador, fazendo com que a inactividade provoque fraqueza nos músculos das costas.
Estar sentado coloca mais 50% de pressão na coluna do que estar de pé. Se o seu escritório não lhe providência uma mesa para estar de pé, ajudando a ter os músculos do core e das costas sempre a trabalhar, incline-se para trás num ângulo de 130 graus, reduzindo a compressão nos discos da coluna.
Finalmente, certifique-se de que mantem a cabeça direita, não a inclinando para a frente quando está a usar o computador.
6. Estar stressado
Se está stressado, todo o seu corpo fica tenso, incluindo os músculos do pescoço e da coluna, os quais contraem e apertam. E, se continuar stressado, esses músculos relaxarão, causando dor. Há muitas formas de diminuir o nível de stress, incluindo exercício, meditação e banhos quentes.
7. Exercícios com saltos
O exercício tonifica os músculos, o que é essencial para o suporte das costas. Quando não o pratica de forma suficiente, fica rígido, os músculos ficam enfraquecidos e os discos da coluna deterioram-se. Exercícios que alongam a coluna e o abdómen são a sua melhor opção.
8. Comer demasiado fast food
A ingestão de demasiadas calorias, pobres em nutrientes, levam a um aumento de peso, que pode prejudicar as costas. O excesso de peso na parte média provoca um avanço da pélvis, causando stress à coluna. Pessoas com excesso de peso têm um risco acrescido de desenvolvimento de osteoporose. Baixar apenas cinco a 10% do seu peso pode melhorar as condições das suas costas.
Fonte: GreenSavers
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Angioma
«Um angioma é um tumor benígno formado por um emaralhado de vasos sanguíneos que pode causar problemas sérios dependendo do seu tamanho e da sua localização.
Nos casos menos graves, eles podem surgir como uma espécie de sinal na pele, avermelhado, que não traz consequências mais graves, podendo ser resolvido com certa facilidade.
Nos casos mais graves este emaralhado de vasos sanguíneos podem surgir próximo à estruturas importantes e causar uma compressão que pode trazer consequências mais sérias como os que surgem muito próximos da coluna e podem causar dormências nos braços e pernas.
Em alguns casos o angioma pode ser perigoso ou até mesmo fatal, caso ele ocorra, por exemplo dentro do cérebro.
Não se sabe exatamente porque ele surge, suspeita-se que o indivíduo já nasça com ele e ele vai se desenvolvendo e aumentando de tamanho com o passar do tempo, trazendo complicações mais tarde.»
Fonte: Tua Saúde
Tratamento para Angioma
O tratamento para angioma vai depender da sua gravidade, localização e do seu tamanho.
Quando ele localiza-se na pele, comummente não traz consequências graves, somente à nível estético, podendo ser resolvidos com eletrocoagulação, uma espécie de choque elétrico dado com uma agulha no local, ou com spray de nitrogênio.
Já quando o angioma surge num local mais sensível como próximo à órgão ou estruturas importantes como a coluna e o coração, o médico irá decidir se será preciso operar ou não, avaliando o risco/benefício.
A maioria dos angiomas não necessitam de tratamento e alguns podem ser curados sozinhos, deixando uma manchinha no local que pode ser resolvida com a toma de medicamentos classificados como corticosteróides.
Fonte: Tua Saúde
Disidrose
Disidrose é uma doença de pele que aparece nas mãos e nos pés afetando principalmente a parte lateral dos dedos.
São sintomas da disidrose:
- Presença de inúmeras "bolinhas" na palma das mãos e na sola dos pés com conteúdo líquido em seu interior, que podem ou não coçar intensamente.
A doença surge em surtos de 1 ou 2 semanas e as bolhas vão ressecando aos poucos havendo uma descamação de toda a área atingida.
As causas da disidrose não são completamente conhecidas, mas sabe-se que ela pode estar ligada ao fator ambiental, à problemas emocionais, ser um efeito colateral da penicilina ou estar relacionada a micose nas regiões próximas.
O diagnóstico da disidrose pode ser feito pelo dermatologista através da observação dos sinais e sintomas da doença.
O tratamento para disidrose pode ser feito com pomadas anti-inflamatórias, mas a toma de anti-histamínicos também pode ajudar a diminuir a coceira. É recomendado que o indivíduo mantenha as mãos e os pés sempre muito bem limpos e secos e aplique um creme hidratante diariamente para evitar o ressecamento da pele e sua consequente descamação, e evite o contato com qualquer substância irritante como produtos de limpeza.
A disidrose não é uma doença contagiosa e por isso ela não se "pega".
A disidrose só afeta as palmas das mãos e as plantas dos pés e por isso não podem passar para o resto do corpo.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Mário Soares vítima de encefalite
O ex-presidente da República esteve internado nos Cuidados Intensivos do Hospital da Luz até quinta-feira.
O vírus da gripe que afetava Mário Soare terá estado na origem da infeção aguda no cérebro. Quando foi internado no sábado, o fundador do PS já apresentava "um estado confusional", que levou os médicos a suspeitar de que estavam perante um quadro clínico mais complicado.
A situação do antigo Presidente da República foi considerada "complicada" mas não teria justificado o internamento nos Cuidados Intensivos. Mário Soares teria ficado nos Cuidados Intermédios não fossem os seus 88 anos, ser um ex-Presidente e necessitar de isolamento.
A família impôs que os comunicados sobre o seu estado de saúde fossem lacónicos.
Mário Soares deverá ter alta na próxima semana, segundo uma informação do hospital ontem divulgada.
Texto e imagem in Expresso online, 19-01-2013
Encefalite
Encefalites são infeções agudas do cérebro, comumente causadas por um vírus, como o vírus da gripe, ou bactéria, como na meningite bacteriana, ou podem ser uma complicação de outras doenças infecciosas, como a raiva ou sífilis. Acontecem em certas infestações parasitas e protozoárias, como toxoplasmose, malária, ou meningoencefalite amoébica primária. São mais frequentes em pessoas com o sistema imune comprometido. Uma lesão cerebral grave acontece quando o cérebro edemaciado é esmagado contra o crânio, por falta de espaço, o que pode conduzir à morte. A sua forma focal e crónica, denomina-se Síndrome de Rasmussen.
in Wikipédia, a enciclopédia livre.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Daqui a 10 anos metade dos portugueses vai ter cancro
«O investigador Sobrinho Simões disse, esta segunda-feira, que
"daqui a 10 anos, um em cada dois portugueses" terá pelo menos um cancro, o que
o leva a acreditar que "não vai faltar dinheiro para a investigação nesta área".
- Sobrinho Simões -
"A indústria farmacêutica sabe também que isto é uma área extraordinária do
ponto de vista económico, porque se metade da população tem cancro e se os
tratamentos não são baratos isso é um estímulo para eles. Portanto, eu acredito
que vai haver dinheiro. Estou com medo, mas acredito", acrescentou o diretor do
Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto
(IPATIMUP).
Sobrinho Simões falava aos jornalistas no âmbito de um simpósio de lançamento da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro, afiliada à congénere europeia (EACR - European Association for Cancer Research). Esta associação pretende "ocupar um espaço que estranhamente continua vazio em Portugal", o da coordenação da investigação multidisciplinar em cancro (Portugal é dos raros países europeus sem qualquer estrutura deste tipo). No entanto, apesar de ser "a coisa mais importante que aconteceu em Portugal nos últimos anos em termos de investigação em cancro", Sobrinho Simões receia que "[a nova associação] não funcione". "Nós, em Portugal, somos muito bons a fazer os eventos e depois não somos tão bons a manter e a sustentar. É um dia muito feliz, mas é uma responsabilidade horrorosa", admitiu o investigador, um dos responsáveis pela criação da nova associação. "O nosso objetivo é que Portugal passe a ser um nó nas redes de investigação e tratamento, mas para isso é preciso que os dois mundos, que costumam estar separados, o da investigação fundamental e o da clínica, passem a trabalhar em conjunto", sustentou. Sobrinho Simões disse ainda que "a saúde tem condições excecionais para reter em Portugal os investigadores", por considerar que "no domínio da investigação em saúde e em cancro, há condições tão boas para oferecer aos investigadores como qualquer país europeu da nossa dimensão". A nova associação "vai funcionar a partir do próximo ano, com a criação de um 'site', a realização de reuniões regulares, levantamentos nacionais sobre o que existe e, depois, com a apresentação de propostas para começar a funcionar de maneira mais integrada com a Europa e entre nós", afirmou Leonor David, investigadora do IPATIMUP, que preside à comissão instaladora da associação. A estrutura pretende, concretamente, desempenhar um papel central na articulação, nacional e internacional, das atividades de investigação em cancro, agregando quem trabalha nesta área independentemente da sua formação disciplinar e profissional. Para além de constituir um ponto de encontro para os investigadores, a associação vai contribuir para o conhecimento e divulgação da investigação feita em Portugal, criando as condições para que a população e as agências públicas de financiamento científico e de prestação de cuidados de saúde, incorporem a necessidade de ter em Portugal investigação científica que informe as decisões políticas e assegure a difusão do conhecimento.» |
in JN online, 29-10-2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Médico quebra mitos sobre a saúde
«Laranja é boa a qualquer hora do dia, café previne demências e
doenças do fígado e é inútil beber dois litros de água por dia. Apenas algumas
das falsas crenças sobre o que faz bem e faz mal arrasadas pela investigação
científica. Saiba mais.
Uma das vertentes do Programa Harvard Medical School-Portugal, que resulta de uma parceria entre a Universidade norte-americana e escolas de Medicina e laboratórios portugueses, é a divulgação de informação na área da saúde relevante e validada cientificamente. O médico Vaz Carneiro expõe a verdade por detrás dos mitos.
Exercício sem dieta não emagrece
Fazer exercício físico sem um programa alimentar hipocalórico tem um "efeito negligenciável" em termos de perda de peso, garante o diretor do Programa Harvard Medical School-Portugal. Em estudos com adultos obesos que analisaram o efeito do exercício regular intenso e moderado verificou-se uma perda de peso muito discreta (entre 0,6 e 4,8 quilogramas aos 8 meses). No entanto, a composição do corpo melhorou, com diminuição do perímetro abdominal e das ancas. Ou seja, o exercício físico tem vários efeitos muito benéficos, como melhorar a silhueta, substituindo a gordura por massa muscular, e prevenir doenças cardiovasculares. Mas, para emagrecer, é preciso que seja acompanhado de uma dieta hipocalórica.
Não usamos apenas 10% das nossas funções cerebrais
Não se sabe a origem desta ideia nem como se chegou a tal percentagem, mas disseminou-se a ponto de assumir o estatuto de factoide científico, apesar de totalmente falha de sustentação. Se efetivamente só usássemos 10% do nosso encéfalo, o que estariam os outros 90% a fazer? As funções cerebrais são atividades complexas que implicam várias áreas e diversas estruturas. A memória, por exemplo, não reside num determinado ponto. As mais modernas técnicas de imagiologia demonstram que todo o cérebro está permanentemente em atividade, embora certas áreas possam estar mais ativadas em função da atividade que está a ser processada.
Comer laranja faz bem a qualquer hora do dia
É um daqueles mitos veiculados por um provérbio: "De manhã é oiro, à tarde prata e à noite mata". A crença de que o efeito da laranja pode variar de acordo com a hora em que é ingerida não tem qualquer fundamento científico. O médico António Vaz Carneiro garante que a laranja faz bem a qualquer hora, a não ser que haja algum tipo de intolerância e, nesse caso, prejudica a qualquer hora.
Tomar banho após refeição não provoca afogamento
Quem não se lembra de ter de esperar três horas, sob o sol inclemente da praia, para poder ir tomar banho? Tudo por causa do medo da congestão e afogamento. Afinal, não há uma associação entre estar a fazer a digestão e risco aumentado de afogamento. "Não parece haver qualquer problema entre comer e ir para a água", explica Vaz Carneiro. Os casos de afogamento podem explicar-se por diversos fatores - como não não se saber nadar, a ação de certos medicamentos, hipotermia devido à água muito fria e grandes diferenças entre a temperatura exterior e da água.
Beber dois litros de água por dia é inútil
Esta popular recomendação é acompanhada de justificações do género "temos de fazer funcionar os rins" e "limpar o nosso organismo". A verdade, porém, é que a água é uma daquelas substâncias que são estritamente reguladas pelo organismo: só se aproveita a que se necessita. Portanto, a água ingerida deve ser a suficiente para matar a sede. Mais: não só é inútil como pode ser perigoso, porque obriga os rins a trabalhar em excesso.
Café previne diabetes, demências e doenças do fígado
A má reputação de que o café goza, mesmo entre os profissionais, é uma injustiça que Vaz Carneiro está apostado em combater. Sendo uma das bebidas mais consumidas em todo o Mundo, foi objeto de 37 mil estudos, nas últimos 30 anos. As conclusões podem surpreender. Diz o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa que os resultados "sugerem um efeito protetor do café na incidência da diabetes mellitus tipo 2, demência (Alzheimer ou não), doenças hepáticas (cirros e carcinoma hepatocelular) e doença de Parkinson". Mais: não existem provas que liguem o café ao cancro ou a um aumento do risco cardiovascular. Isto é válido para a população em geral e significa que os efeitos positivos aumentam proporcionalmente à quantidade ingerida, garante. Quem tiver sensibilidade aos componentes do café e ficar demasiado excitado com esta bebida, deve evitar.
Grávidas devem vacinar-se contra a gripe
É exatamente o contrário do que se diz. As grávidas devem vacinar-se porque quando infetadas pelo vírus da influenza (gripe) apresentam maior risco de complicações para a sua saúde e dos fetos. Sendo um grupo de risco, a vacina afigura-se como uma prática recomendável, assegura Vaz Carneiro, exceto em caso de alergia ou condição específica.
Suplementos vitamínicos anti-oxidantes não evitam cancro
A ingestão de suplementos antioxidantes não tem efeitos benéficos. "Se fizer uma dieta equilibrada não necessita destes suplementos vitamínicos que, no mínimo, são inúteis e, no máximo, prejudiciais", considera Vaz Carneiro. O reforço vitamínico para prevenção de certas doenças também é um mito que a investigação não apoia. A vitamina A não apresenta quaisquer benefícios na prevenção do cancro do cólon, do cancro da mama e no cancro em geral, apresentando mesmo um risco mais elevado de cancro do pulmão. Quanto à C, não existe evidência que previna o cancro ou doença cardiovascular. E a vitamina D é ineficiente a prevenir o cancro, a patologia cardíaca e a demência. Em resumo: é um mito sem sustentação, alimentado pela fácil disponibilização destes produtos, e que pode constituir um perigo para a saúde pública.»
in JN online, 02-5-2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Caminhar pode ajudar a tratar a depressão
«Uma atividade física simples, como um pequeno passeio a pé, pode ter efeitos importantes no tratamento da depressão, segundo afirmam investigadores da Escócia.
A depressão é uma doença que afeta cada vez mais pessoas por todo o mundo. Em
estudos anteriores, o benefício da atividade física regular já tinha sido
provado. No entanto, os efeitos da caminhada - atividade menos vigorosa em
termos físicos - não eram ainda claros.
Um estudo publicado no jornal Mental Health and Physical Activity comprovou que caminhar tem um grande efeito sobre a depressão.
Os investigadores da Universidade de Stirling procuraram em 11 bases de dados por ensaios clínicos que referissem o caminhar como intervenção terapéutica para a depressão. A procura incidiu sobre o conteúdo desde a criação da base de dados até janeiro de 2012.
Dos mais de 14 mil artigos recuperados, oito preencheram os critérios de inclusão. Os estudos mostravam que andar a pé tem um efeito estatisticamente significativo no tratamento da depressão.
A caminhada é um tratamento promissor com poucas (se alguma), contra-indicações. No entanto, estão a ser desenvolvidas novas investigações para estabelecer a frequência, intensidade, duração e tipo de intervenções eficazes.
Uma em cada dez pessoas pode sofrer de depressão em alguma altura da vida. O tratamento é feito, essencialmente, com medicamentos. Contudo, os médicos aconselham o exercício físico no tratamento de sintomas leves.
Em declarações à BBC, o professor Adrian Taylor, que estuda os efeitos do exercício na depressão, toxicodependência e stress na Universidade de Exeter, explicou que "a beleza da caminhada é que toda a gente o faz".
A forma como o exercício beneficia estas condições depressivas não é ainda clara. Existem teorias que apontam o desporto como uma distração das preocupações, dando uma sensação de controlo e libertando hormonas "bem-dispostas".»
in JN online, 16-4-2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Cancro do intestino mata 11 portugueses por dia
«A comparticipação financeira da sedação nos hospitais para a realização das
colonoscopias sem incómodo físico poderia aumentar este exame, o ideal no
rastreio do cancro do intestino, que mata 11 portugueses por dia.
O cancro dos intestinos tem vindo a evoluir negativamente, já que todos os
anos surgem sete mil novos casos.
Vítor Neves, presidente da Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino (Europacolon), defende a comparticipação financeira da sedação das colonoscopias nos hospitais públicos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e também nos privados através das seguradoras.
O especialista adiantou à agência Lusa que "é fundamental" a realização de um rastreio nacional a esta doença e que todas as pessoas após os 50 anos deveriam ser chamadas a realizar exame através dos centros de saúde.
Vítor Neves compreende os constrangimentos económicos para a realização do exame ideal - a colonoscopia -, mas defende, em sua alternativa, o exame à presença de sangue oculto nas fezes que é um sinal de problemas.
Este responsável reconhece que, em virtude da falta de sensibilização e esclarecimento, a população receia a colonoscopia, que consiste na introdução de um tubo maleável através do intestino, através do qual o mesmo é observado em tempo real. O incómodo do exame é a principal justificação para as pessoas não o realizarem mais vezes.
A realização do rastreio permitia a identificação atempada deste cancro que todos os dias faz 11 mortos em Portugal.
No âmbito do Mês Europeu do Cancro Colo-Rectal, que se celebra em março, o presidente do Europacolon alerta: "Ao falhar no rastreio nacional, estamos a falhar na prevenção da doença. É obrigatória a sua implementação imediata e o rastreio a toda a população de risco, entre os 50 e 75 anos".»
in JN online, 29-02-2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Um doente em cada quatro não trata a dor por falta de dinheiro
«Um em cada quatro portugueses com dor crónica não segue o tratamento prescrito pelos médicos por falta de dinheiro, indica um estudo da revista "Deco Proteste".
Segundo o estudo, publicado na última edição da revista "Deco Proteste", os doentes queixam-se da rápida perda de eficácia dos fármacos prescritos, sublinhando o custo elevado do tratamento, que ronda os 77 euros/mês, a que se junta muitas vezes a despesa com o transporte até à unidade de saúde ou hospital e o preço das consultas privadas.
De acordo com os dados recolhidos, os custos apurados para o Estado e para as empresas são "de grande dimensão" uma vez que a dor mal controlada é a causa de cerca de 11 milhões de faltas ao trabalho todos os anos.
Os dados indicam que, no último ano, 28% dos portugueses faltaram ao trabalho nove dias em média por sentirem dores.
Os problemas nas costas e no pescoço são responsáveis pelo sofrimento da maioria das pessoas que responderam ao inquérito. Cerca de metade dos inquiridos revelou dores de cabeça e enxaquecas e quatro em cada 10 dores nos músculos e nas articulações.
Além de Portugal, o estudo foi feito ao mesmo tempo noutros quatro países - Bélgica, Brasil, Espanha e Itália - por organizações de consumidores e em todos as dores musculoesqueléticas lideram o 'ranking'.
De acordo com o estudo, a dor crónica (de forma continua ou persistente por mais de três meses) afecta 27% dos portugueses e um em cada três não tem acompanhamento médico.
A amostra do estudo da "Deco Proteste", que decorreu entre Janeiro de Março de 2011, abrangeu 2370 portugueses que responderam ao inquérito, cujos dados foram depois tratados "para assegurar a representatividade por idade, sexo, região e nível de educação", referem os responsáveis pelo trabalho.»
Texto in JN online, 28-11-2011
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sábado, 26 de novembro de 2011
1,9 milhões inscritos a mais no Serviço Nacional de Saúde tiram médico de família a quem precisa
«Sabe-se que o número de inscrições no Serviço Nacional de Saúde é maior do que a população nacional, mas não foi encontrada ainda forma de retirar da lista os cerca de 1,9 milhões de nomes a mais. Luís Cunha Ribeiro, presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, sugeriu este sábado, no Porto, que se procure uma solução através do número de contribuinte.
"A Comissão Nacional de Protecção de Dados tem impedido que se cruzem alguns dados, mas não queremos violar a privacidade ou os direitos de ninguém, só queremos saber quantos somos. É assim tão difícil?", disse esta manhã Luís Cunha Ribeiro, no seminário "Uma nova política de Saúde? Que actores?", que decorre durante todo o dia na Universidade Católica do Porto.
O médico, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (que já foi presidente do INEM e director clínico do Hospital de S. João), deu como exemplo esta discrepância, que faz com que milhares de portugueses não tenham acesso a médico de família, para demonstrar que o desafio agora é gerir informação e não adquirir mais.
"Há 12,4 milhões de inscritos nos centros de saúde e muitos destes devem estar inscritos em mais do que um médico de família", afirmou.
"Nos últimos 12 anos, gastaram-se 600 milhões de euros em sistemas de informação. E com 600 milhões de euros gastos, conseguimos não saber quantos somos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), algo tão simples quanto isso", declarou Cunha Ribeiro. Segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde, há 12 444 655 inscritos nos centros de saúde portugueses, embora a população nacional seja de cerca de 10,5 milhões de pessoas. Em Setembro, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse, na Assembleia da República, que há mais de um milhão e 700 mil portugueses sem médico de família, a maioria deles na região da Grande Lisboa.
"Já coleccionamos informação que chegue, temos é que gerir essa informação", sublinhou o médico. Em declarações ao JN, sugeriu que se cruze apenas a identificação fiscal com o registo no SNS. "Há uma informação infalível, que é o número de contribuinte, que só se pode ter um e sabemos que toda a gente tem", referiu. Só na área da sua tutela, na Grande Lisboa, há 4,2 milhões de pessoas inscritas nos centros de saúde quando a população total é de 3,6 milhões.
Isto acontece, explicou, porque há utentes que se inscrevem em dois ou mais centros de saúde. "Às vezes, as pessoas vão de férias, precisam de medicamentos e inscrevem-se noutro centro de saúde", disse Luís Cunha Ribeiro. O seminário prossegue até às 18.30 horas, no pólo da Asprela da Universidade Católica do Porto, e conta, esta tarde, com a participação do presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Jorge Simões e com dois ex-ministro da Saúde, António Correia de Campos e Luís Filipe Pereira.»
in JN online, 26-11-2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Álcool aumenta risco de cancro da mama, diz estudo publicado no 'Journal of the American Medical Association'
«O consumo de três a seis copos de vinho por semana aumenta em 15% o risco de cancro da mama, segundo um estudo cujos resultados são, esta terça-feira, divulgados no "Journal of the American Medical Association".
As mulheres que bebem mais, por exemplo, de uma média de dois copos de vinho por dia, vêem esse risco aumentar para 51%, em relação àquelas que nunca ingerem álcool.
Os investigadores constataram igualmente que consumir álcool entre os 18 e os 40 anos aumenta o risco de cancro mamário. O risco persistirá mesmo que as mulheres reduzam o consumo de bebidas alcoólicas após os 40 anos.
Os casos de embriaguez, mesmo que sejam pouco frequentes, aumentam ainda mais o risco de cancro da mama, já tendo em conta a existência de um consumo regular de álcool.
Esta investigação foi realizada com 105.986 participantes que foram acompanhadas entre 1980 e 2008, precisam os autores do estudo publicado no JAMA com data de 2 de Novembro.
O objectivo inicial da pesquisa era medir o risco de desenvolvimento de um cancro da mama com metástases.
Durante o período do estudo, 7690 casos desse tipo de cancro foram diagnosticados entre os participantes.
Apesar de o mecanismo exacto desta correlação entre o consumo de álcool e o cancro da mama permanecer desconhecido, uma explicação possível poderá ser que se trata dos efeitos do álcool sobre o nível de estrogénio que circulam no sangue, salientam os autores do estudo.»
Texto in JN online, 02-11-2011
Imagem in Google
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Herpes Zoster, "Cobreiro"
O que é?
O herpes zoster, popularmente conhecido como "cobreiro", é uma doença viral causada pelo Varicella-zoster virus, o mesmo vírus causador da varicela (catapora).
Após a varicela, algumas pessoas não desenvolvem imunidade total ao vírus, que permanece latente em gânglios próximos à coluna vertebral. Quando encontra condições de se desenvolver, o vírus reativa-se e chega à pele através dos nervos correspondentes ao gânglio.
Acomete homens e mulheres, sendo mais frequente na idade adulta e nos idosos. O surgimento do herpes zoster pode ser um indicativo de uma baixa da imunidade que pode ser decorrente de outras doenças ou devido ao estresse.
Manifestações clínicas
O herpes zoster é uma doença auto-limitada, tendo um ciclo evolutivo de cerca de 15 dias. Antes do surgimento das lesões na pele, ocorrem no local sintomas dolorosos ou parestésicos (formigamento, pontadas, "pele sensível" ou queimação) devido à inflamação do nervo.
No decorrer da doença os sintomas dolorosos podem se agravar tornando-se muitas vezes insuportáveis, principalmente quando atinge pessoas mais idosas. A dor melhora gradativamente mas, nas pessoas idosas, pode permanecer por meses ou anos após o final do quadro cutâneo, caracterizando a neuralgia pós-herpética.
As manifestações cutâneas iniciam-se por vesículas que podem confluir formando bolhas contendo líquido transparente ou ligeiramente amarelado, seguindo o trajeto de um nervo. Em alguns dias, as lesões secam e formam crostas que serão liberadas gradativamente deixando discretas manchas no local que tendem a desaparecer. As manifestações limitam-se a um lado do corpo, por onde passa o nervo atingido, sendo muito raro o acometimento bilateral.
Os nervos atingidos com maior frequência são os intercostais (entre as costelas), provocando manifestações no tronco, mas outros nervos podem ser afetados. Quando acomete os nervos cranianos, podem ocorrer sintomas referentes à eles, como úlceras da córnea, vertigem ou surdez.
Tratamento
O tratamento deve ser iniciado assim que se iniciarem os sintomas, visando evitar o dano irreparável ao nervo atingido que resultará na neuralgia pós-herpética. As lesões da pele tem involução espontânea mas medidas para evitar a infecção secundária devem ser tomadas.
Os medicamentos utilizados no tratamento do herpes zoster evoluíram muito, tornando-se mais eficazes, e devem ser indicados por um médico dermatologista de acordo com cada caso.
por Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista
in http://www.dermatologia.net/
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